Obesidade

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A obesidade é atualmente considerada um mal do século XXI. A OMS – Organização Mundial de Saúde – passou a considerar a obesidade um problema de saúde pública tão preocupante quanto a desnutrição.

Segundo a OMS, “As doenças crônicas não transmissíveis são a maior causa de morte em todo mundo. Apenas em 2008, elas foram responsáveis por 36 milhões de óbitos“. Os dados fazem parte de balanço com informações de 193 países divulgado pela Organização em 2011.

De acordo com o estudo, as doenças cardiovasculares foram responsáveis por 48% das mortes no grupo, seguidas pelo câncer (21%), doenças respiratórias crônicas (12%) e diabetes (3%).

Mais de 9 milhões do total de óbitos registrados em 2008 foram de pessoas com menos de 60 anos, sendo que 90% dessas mortes, consideradas prematuras, foram registradas em países de baixa e média rendas.

Segundo a OMS, homens e mulheres que vivem em países pobres têm cerca de três vezes mais risco de morrer antes dos 60 anos em razão de uma doença crônica não transmissível do que pessoas que vivem em países de alta renda.

O estudo afirma ainda que os altos níveis de pressão arterial, colesterol, massa corporal e açúcar no sangue são os fatores que aumentam a possibilidade de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis.

Somente nos Estados Unidos, 87% das mortes são provocadas por doenças crônicas não transmissíveis. No País, 16% da população fumam e 43% não praticam nenhum tipo de atividade física.

A OMS destacou que políticas para reduzir as taxas de pressão arterial e de colesterol têm mostrado resultados positivos em muitos países, mas cobrou ações mais eficazes no combate à obesidade e ao diabetes.”

Existem diversas maneiras de se classificar e diagnosticar a obesidade. Uma delas é através do cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal ou Índice de Quetelet), a qual se baseia no excesso do peso. Essa aplicação é recomendada para adultos pois em crianças se utiliza uma tabela própria.

Utiliza-se uma fórmula matemática onde o IMC é a divisão do peso atual em kg, pela altura elevada ao quadrado.

Encontra-se dentro da normalidade a pessoa que possui um IMC entre 18,5 e 24,9.

Quanto maior for o IMC de uma pessoa, maior a chance dela morrer precocemente e de desenvolver doenças do tipo diabetes melito, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.

Mas, sozinho o IMC não é um indicador suficiente da gravidade do problema de peso em excesso.

Relacionamos aqui alguns dos motivos pelos quais as pessoas engordam, sendo eles: comida em excesso, gasto calórico diminuído, acúmulo de gordura com mais facilidade ou maior dificuldade de queimá-las, dentre outros motivos como os fatores genéticos e endocrinopatias (doenças de origem hormonal).

Uma pesquisa interessante realizada em 1989 denominada Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN) apontou dados sobre a obesidade em adultos no Brasil os quais explicariam os altos índices de obesidade, senão vejamos:

  • Dieta desequilibrada, onde predominam alimentos muito calóricos e de fácil acesso (cereais, óleo, açúcar) à população mais carente.
  • Redução do tamanho da família, aumentando a disponibilidade de alimentos na casa.
  • Melhora da infra-estrutura básica, elevando a expectativa de vida da população. Com isso, o peso da população aumenta, já que o percentual de gordura é maior com a idade.
  • Estrutura demográfica: as pessoas se concentram mais nas cidades, onde gastam menos energia, têm acesso a variados tipos de alimentos (principalmente industrializados) e possuem maior expectativa de vida. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/obesidade_desnutricao.pdf”

Como consequências da obesidade, diversas patologias e condições clínicas estão a ela relacionadas como:

  • Apnéia do sono
  • Acidente vascular cerebral, conhecido popularmente como derrame cerebral.
  • Fertilidade reduzida em homens e mulheres.
  • Hipertensão arterial ou “pressão alta”.
  • Diabetes melito.
  • Dislipidemias.
  • Doenças cardiovasculares.
  • Cálculo biliar.
  • Aterosclerose.
  • Vários tipos de câncer, como o de mama, útero, próstata e intestino.
  • Doenças pulmonares.
  • Problemas ortopédicos.
  • Gota

Por isso, a necessidade de um acompanhamento com profissional médico para conduzir a orientação correta e de forma consciente visando evitarmos a obesidade em qualquer fase da vida.